Sobre o Câncer

Sobre o Câncer

Saiba quais são os sintomas mais comuns, medidas de prevenção, diagnóstico, possíveis tratamentos e alguns fatores de risco para os diversos tipos de câncer.

Ovário

Sobre o Câncer de Ovário

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Os ovários, direito e esquerdo, localizam-se na pelve, logo acima do útero. São responsáveis pela produção de óvulos e de hormônios femininos, como estrógeno e progesterona. O ovário é constituído por três tipos básicos de células: as células epiteliais que revestem sua superfície, as células germinativas que dão origem aos óvulos e as células da teca-granulosa que produzem os hormônios femininos. Apesar de não ser o mais comum, o câncer de ovário é o mais grave dos tumores ginecológicos. Constitui 4% de todos os tumores malignos do corpo humano, e se instala predominantemente em mulheres acima de 50 a 60 anos. A chance de uma mulher desenvolver câncer de ovário durante a vida é de uma em 71.

Tipos de Câncer de Ovário

Os tipos de câncer de ovário mais comuns são os que se originam nas células epiteliais:
1. Cistadenocarcinoma seroso-papilífero: constitui aproximadamente 75% dos tumores invasivos.
2. Carcinoma endometrióide: dos tumores epiteliais, é o segundo tipo mais frequente.
3. Carcinoma mucinoso e carcinoma de células claras: apresentam comportamento mais agressivo que os dois primeiros, maior risco de metástases e respostas mais desfavoráveis à quimioterapia.
4. Tumores não invasivos ou de baixo potencial de malignidade (borderline): são tumores relativamente incomuns que tendem a acometer pacientes mais jovens. Apresentam altos índices de cura, crescem lentamente e raramente dão origem a metástases.
5. Tumores raros
6. Tumores da célula da granulosa, de Sertoli-Leydig.
7. Tumores germinativos

Sintomas e Diagnóstico

Os principais sintomas do câncer de ovário são: acúmulo de líquido no peritônio, a membrana que cobre as paredes abdominais, fenômeno conhecido como ascite; sensação de peso no baixo ventre, flatulência, má digestão e aumento da frequência das micções; alterações menstruais e sangramento vaginal; perda de apetite, cansaço e anemia; massa palpável na pele e sintomas da doença metastática.
A disseminação do câncer de ovário ocorre predominantemente pelo peritônio, se estendendo para várias partes da cavidade abdominal, como na cápsula que envolve o fígado, na superfície do diafragma, nos tecidos entre as alças intestinais e na superfície externa delas, formando pequenos nódulos que podem dificultar o trânsito intestinal.
Em fases mais avançadas, a doença pode acometer as pleuras provocando derrame pleural, dor torácica e falta de ar. Metástases em outros órgãos podem ocorrer nessa fase. O Ultrassom Transvaginal nem sempre permite chegar ao diagnóstico enquanto a doença se acha restrita ao ovário. Exames de imagem como a Tomografia ou a Ressonância magnética podem ajudar a avaliar a extensão da doença. Outro exame auxiliar é a dosagem da proteína (ou antígeno) CA 125 no sangue. No entanto, o diagnóstico de câncer de ovário advém da biópsia ou da remoção do tumor.

Fatores de Risco

1. Síndromes genéticas BRCA-1 e BRCA-2: mulheres com mutações no gene BRCA-1 apresentam 20% a 60% de chance de desenvolver câncer de ovário até os 70 anos de idade. Nas que têm mutações em BRCA-2 o risco é menor: 10% a 35%. Esses dois genes, quando alterados, também se associam a maior risco de câncer de mama.
2. História familiar: o risco de desenvolver câncer de ovário é maior caso existam parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com histórico de câncer de ovário ou de mama.
3. Obesidade: alguns estudos sugerem que mulheres obesas podem apresentar chances até 50% mais altas de desenvolver a doença.
4. Reposição hormonal: a reposição hormonal na fase de menopausa está associada ao risco de tumores malignos induzidos pela exposição de estrógeno, como são os casos de câncer de ovário, endométrio e mama.

Estadiamento

O estadiamento só é definido após a cirurgia. As quatro fases do estadiamento são:

1. Estádio I: Câncer confinado a um dos ovários ou aos dois ovários
2. Estádio II: Câncer que invade estruturas próximas do ovário por continuidade (tubas, útero etc.)
3. Estádio III: Invasão do peritônio ou dos linfonodos da pelve ou do abdômen
4. Estádio IV: Metástases pulmonares, hepáticas, cerebrais e outras

Tratamento

A principal arma no tratamento do câncer de ovário é a cirurgia. Quando o tumor está localizado apenas no ovário, é possível realizar a cirurgia através de Laparoscopia, que é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo realizado através de um monitor sob efeito de anestesia. Nos casos mais avançados, nos quais há comprometimento de outras estruturas abdominais, haverá necessidade de incisão cirúrgica tradicional na região mediana do abdômen. Além da retirada dos ovários, das tubas e do útero, será necessário retirar os linfonodos, parte do peritônio e, eventualmente, fragmentos de intestino. Em algumas situações é necessário complementação com quimioterapia pós-operatória, que pode ser usada por via intravenosa exclusivamente ou, em alguns casos, pela intravenosa e pela via intraperitonial. A quimioterapia também pode ser feita antes da intervenção nos casos mais avançados, com a finalidade de reduzir as massas tumorais para facilitar a cirurgia.

Rastreamento e Prevenção

Não há um exame preventivo para diagnóstico precoce da doença, como ocorre com o Papanicolaou no câncer de colo de útero. Em mulheres portadoras de síndromes genéticas, como a mutação dos genes BRCA-1 ou BRCA-2 ou história familiar de câncer de ovário e/ou de mama, recomenda-se Ultrassonografia Transvaginal e pesquisa do marcador tumoral CA 125 periodicamente (anual). Há controvérsias sobre a idade em que esses exames devam ser realizados. Muitos médicos iniciam a prevenção a partir dos 30 anos.
Nesses casos de alteração genética confirmada, mutação no BRCA-1 ou BRCA-2, é recomendável a retirada dos ovários preventivamente (ooforectomia profilática), medida radical, porém eficiente, caso a mulher já tenha tido sua prole ou esteja próxima da menopausa.
Infelizmente, todos os estudos que avaliaram o papel de detecção precoce do câncer de ovário, por meio de exames de imagem e de dosagens de CA125, em mulheres sem síndromes genéticas ou forte história familiar, mostraram resultados desapontadores.

Novidades contra o Câncer de Ovário

Muitas novidades estão sendo desenvolvidas contra este câncer. Entre elas estão a descoberta de novas drogas que agem contra a formação de vasos tumorais e novas técnicas cirúrgicas.

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